segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O DIVINO SEMEADOR














Quando Jesus nasceu, uma estrela mais brilhante
que as outras luzia, a pleno céu, indicando a
manjedoura.
A princípio, pouca gente lhe conhecia a
missão sublime.
Em verdade, porém, assumindo a forma
duma criança, vinha Ele, da parte de Deus, nosso
Pai Celestial, a fim de santificar os homens e
iluminar os caminhos do mundo.
O Supremo Senhor que no-lo enviou é o
Dono de Todas as Coisas. Milhões de mundos estão
governados por suas mãos. Seu poder tudo abrange,
desde o Sol distante até o verme que se arrasta sob
nossos pés; e Jesus, emissário d'Ele na Terra,
modificou o mundo inteiro.
Ensinando e amando, aproximou as criaturas
entre si, espalhou as sementes da compaixão
fraternal, dando ensejo à fundação de hospitais e
escolas, templos e instituições, consagrados à
elevação da humanidade.
Influenciou, com seus exemplos e lições,
nos grandes impérios, obrigando príncipes e
administradores, egoístas e maus, a modificarem
programas de governo.
Depois de sua vinda, as prisões infernais, a
escravidão do homem pelo homem, a sentença de
morte indiscriminada a quantos não pensassem de
acordo com os mais poderosos, deram lugar à
bondade salvadora, ao respeito pela dignidade
humana e pela redenção da vida, pouco a pouco.
Além dessas gigantescas obras, nos
domínios da experiência material, Jesus,
convertendo-se em Mestre Divino das almas, fez
ainda muito mais.
Provou ao homem a possibilidade de
construir o Reino da Paz, dentro do próprio coração,
abrindo a estrada celeste à felicidade de cada um
de nós.
Entretanto, o maior embaixador do Céu
para a Terra foi igualmente criança.
Viveu num lar humilde e pobre, tanto
quanto ocorre a milhões de meninos, mas não passou
a infância despreocupadamente. Possuiu
companheiros carinhosos e brincou junto deles. No
entanto, era visto diariamente a trabalhar numa
carpintaria modesta. Vivia com disciplina. Tinha
deveres para com o serrote, o martelo e os livros.
Por representar o Supremo Poder, na Terra, não se
movia à vontade, sem ocupações definidas. Nunca se
sentiu superior aos pequenos que o cercavam e
jamais se dedicou à humilhação dos semelhantes.
Eis porque o jovem mantido à solta, sem
obrigações de servir, atender e respeitar,
permanecer em grande perigo.
Filho de pais ricos ou pobres, o menino
desocupado é invariavelmente um vagabundo. E o
vagabundo aspira ao título de malfeitor, em todas as
circunstâncias.
Ainda que não possua orientadores
esclarecidos no ambiente em que respira, o jovem
deve procurar o trabalho edificante, em que possa
ser útil ao bem geral, pois se o próprio Jesus, que
não precisava de qualquer amparo humano,
exemplificou o serviço ao próximo, desde os anos
mais tenros, que não devemos fazer a fim de
aproveitar o tempo que nos é concedido na Terra?
Livro: Antologia Mediúnica do Natal – Néio Lúcio – Chico Xavier- Ed. FEB.





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