terça-feira, 7 de outubro de 2014

Paz verdadeira






Paz é conceituada como ausência de lutas, violências ou perturbações sociais. No sentido individual é a ausência de conflitos íntimos, sossego.

É comum se confundir a ideia de paz com estagnação.

Para muitos, ela significa nada fazer. É a possibilidade do repouso, descanso adjetivado como merecido.

Para outros, ter paz é não ter obrigações, não ter que cumprir horários, é poder se supor em liberdade, sem entraves de disciplinas.

Para outros tantos a paz é ter conforto material, facilidades econômicas, prestígio social, tudo enfim, que alimente a fantasia do poder.

Para alguns mais, a paz significa ter a família bem constituída sem ondas agitadas no relacionamento doméstico. É ter filhos ajustados, estudiosos, que não facultem maiores preocupações.

Para muitos a paz significa gozar de saúde física, não necessitar de cuidados médicos. Jamais ter de se submeter a cirurgias ou hospitalizações, é não ter sequer um resfriado, vangloriando-se, então, de possuir uma saúde perfeita, ante o comum dos mortais que são portadores de mazelas e carências corporais.

* * *

A paz proclamada pelo Cristo é bem diferente disto tudo. Está muito longe desses conceitos que alimentam vaidade, que incentivam privilégios ou discórdias.

A paz que o Cristo veio trazer e nos legou é a que propõe trabalho ativo e continuado para o bem.

É a que ensina o cumprimento dos deveres como parte da autodisciplina. É a que sabe tirar proveito das dificuldades materiais, não permitindo acomodação, fomentando a luta por suplantar as provas.

A paz que vem do Mestre Jesus é a que permite enfrentar a família-problema, sem propostas de fuga, permitindo que cada um seja o professor do outro, portas adentro do lar.

A paz do Cristo é a que ensina ao indivíduo a fazer bom uso do seu corpo, não importando se enfermo ou sadio, pois ele é instrumento de que se utiliza o Espírito para avançar, para progredir rumo ao aperfeiçoamento.

Ter paz é agir no bem.

A paz real é a que veio nos trazer Jesus. Para conquistá-la é preciso fazer esforços por conseguir uma consciência reta, mantendo a ação no bem, persistindo na condição de operosos servidores da vida.

* * *

Qualquer que seja a nossa situação no mundo, somente teremos paz no íntimo quando aprendermos a ser o melhor para os outros, a fazer o melhor para os outros, a vibrar o melhor para os outros, valendo-nos do nível ao qual já tenhamos chegado na vida, seja ele qual for.

A lição é do Mestre inesquecível e não permite dúvidas.


Redação do Momento Espírita, com base nos cap. 2 e 10 do livro Quem é o Cristo, pelo Espírito Camilo, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter.
Enviar um comentário