sábado, 25 de janeiro de 2014

Olhando o Mar...



Olhando o Mar




Olho o mar, aquela imensidão de líquida, que leva e trás espuma onde, no verão me banho e reflicto. O mar que leva as saudades de alguém que partiu um dia, o Mar dos nossos sonhos, o Mar dos poetas, do degredo e do segredo, assim é ele. O mar pode dançar encrespado, mas também pode cantar aquele canto mágico que nos salpica a cara de sal, nos pode enlaçar nas ondas como uma cama de espuma, mas também pode enfurecer e provocar em nós a solidão da saudade. Mas o Mar com o seu canto sereno, sempre será Amor, alegria, nostalgia e encanto. Mas este Mar terno manso e bravo, traz-nos a dor dos que labutam nas suas águas para ganhar o seu pão, e num abrir e fechar de olhos ele mata e engole quem tenta ser tão ou mais forte que ele, assim é o Mar. O Mar, o Amor e a eternidade... Comparemos o Mar ao Amor, que é grandioso em si mesmo, tem uma força ainda desconhecida e é capaz de encantar e até matar, quem não tiver a devida atenção. O Amor e o Mar igualam-se na beleza, onde o Homem grande passa a criança, os olhos brilham, o coração acelera. A Vida tem outro sentido diante do Amor, a beleza tem outra visão diante do Mar, a Vida tem outros valores diante do Amor. Assim como o Mar, o Amor renova-se em ciclos. No Mar são as marés, que elevam e baixam as águas, no Amor, são os pequenos gestos, as delicadezas, o respeito, a admiração pelo outro, as lembranças, que vão construindo um sentimento maior que o Mar, maior que o próprio Amor, avançando com a idade, sendo tão generoso que abre mão de si mesmo, quando deixa de ser uma paixão, para se tornar cumplicidade. Diante do Mar, vejo as ondas no vai e vem sem fim, penso que assim como as ondas, o Amor vai e vem num constante renovar, num constante indo e vindo infinito como o próprio Mar, como o próprio Amor.

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