terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Voa...







 





Há um retrato de sensualidade na tua voz
Como um sussurro que nos perturba a alma
Uma espécie de canto de pássaro que me eleva...
Eu canto as palavras de uma forma singela
Poética, feito ave de rapina
Selvagem que voa sobre destino incerto.
Cheira a liberdade
A corrupio dos corpos que se entrelaçam desmesuradamente...
E ninguém dá por nada
Silêncio paira num espaço obliquo que vivemos
Ninguém nos ouve nesta cidade plana
Com noites inquietas
Sobrevoando sobre tremores da madrugada.
Paz que nos flui no sangue
Sobre perguntas sem respostas
Nas incertezas e nas dúvidas
Todas elas estão no fundo dos meus olhos
No encaixe dos meus segredos.
Ruelas perdidas sem nome
Veios de essências e incensos
Velas acesas que me perduram na alma...
Porque me deixas cheio de dúvidas?
Sem pontuação
Sem mestria
E na humildade das letras
Componho a melodia que me sai da alma
Em efeitos de canto
De pássaro que vai e não chega
Que se transforma e se funde numa ave com o meu nome.


Quando olho sei que és o fotografo,
descubro a permanência da luz,
das nuances de luz,
para sempre.

quando olho o teu modo de fotografar
incidindo a lâmina da imagem em mim,
a alma da circunstância, a imagem,
sei que estou para sempre cativo
e um vento frio percorre-me o corpo.


Abraços e Beijinhos.
Sempre vosso,
José
 



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