quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Uma Única Palavra: Saudade!

   

                                                                                                                                                                                                                                   
 
  Puxo a cadeira
   Puxo o papel...
   Puxo a caneta...
   Puxo a criatividade e sento-me.
   Sinto-me invadido por um turbilhão de palavras que flutuam sobre a minha cabeça, formando uma tempestade de ideias avulsas.
   Respiro fundo, fecho os olhos e benzo-me, pois a poesia faz parte da minha religião e as palavras o meu alimento!...
   Sinto a minha mão leve como uma pluma, pronta a derramar essas mesmas palavras na magnífica folha em branco...
   Eis uma das formas como qualquer palavra ganha vida ao reflectir os sentimentos mais profundos.
   Doutro modo, para que serviriam as palavras?!...
   Há que presentear as ideias com a Luz que emana de cada um de nós!

   Sentado na cadeira, sinto o pulsar da Vida à minha maneira...
   Mas senti-la não é vivê-la, porque uma coisa é imaginá-la,
a outra é sê-la.
   Hoje - por muito que a minha criatividade o queira - a tempestade de ideias, permanece confusa e distante, e não estão reunidas as condições para passar as boas palavras ao papel.
   Talvez por que - estando aqui - na verdade estou ausente, viajando algures por parte incerta, num distanciamento que diversas vezes me ocorre e que impede que me possa concentrar na perfeição.
   Esperemos que a tempestade acalme e as palavras serenem e fluam em sintonia com o coração.
Fechado entre quatro paredes, posso conceber que me faz falta um certo ambiente...
   Talvez sinta falta do cântico das aves, da melodia do vento assobiando por entre as folhas das árvores, do cheiro da terra crua ou do perfume da flores!
   Faz-me sempre imensa falta a Natureza!...
Digo isto porque eu - sem a Mãe Natureza - não existo!

   Talvez seja oportuno levantar-me e fugir desta prisão de quatro paredes frígidas, que tantas vezes são o meu refúgio e outras tantas, o meu suplício.
   Todo o meu ser sonha e anseia pela palavra Liberdade...
   Nasci para ser vento e voar sem limites por todo o planeta azul!
   Saio para a rua e respiro fundo os aromas da Natureza...
   Quem sabe, eu ainda possa ir a tempo de harmonizar as minhas palavras, com a Palavra Divina!...
 
Abraços e Beijinhos,
José

 
 
 
 
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