sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Quando...




 
 
Música de Fundo: The Sound Of Silence - Música Indiana
                                                                                                                                                                                                                          




A todos vós que de uma forma ou de outra me acompanham nesta minha estrada da vida devo uma palavra.
Tenho recibo palavras de oiro!!! Obrigado pela vossa amizade, estima e carinho.
A minha ausência tem-se dado devido a afazeres da vida!
A Vida não pára e obriga-nos a correr as suas voltas e reviravoltas.
Bom sinal este de a podermos acompanhar! Graças a Deus!!!  
Não podemos nem devemos parar, a Vida é para ser vivida com toda a intensidade que ela nos exige.
Nestes últimos dias muitas etapas consegui ultrapassar e eis-me aqui de novo convosco.
Obrigado a Todos por estarem aqui comigo e terem paciência para lerem, ouvirem verem aqui as minhas "coisinhas".

Aproveito para vos desejar um bom fim-de-semana.


A propósito desta pequena ausência aqui vos deixo este silêncio, esta ausência de palavras...
 



Abraços e Beijinhos do sempre vosso,
José





Quando...
 
 
Quando faltam as palavras, fica o silêncio.

Fica o vazio a abarrotar de tudo, e o "muito" aprisionado no "demais".

Fica a música que os nossos ouvidos querem ouvir, fica a voz dos anjos a sussurrar baixinho ao Tempo que pare ali.


Quando faltam as palavras fazemos parte da multidão de nós, e nela, conseguimos reconhecer-nos entre tudo aquilo que somos e tudo aquilo que queremos ser.

Abrem-se as asas, fecha-se o livro e no titulo lê-se poesia declamada por sereias em época de Primavera.


Quando faltam as palavras, os olhos discursam para eles próprios, fazem palestras onde as opiniões não se dividem, juntam-se no mesmo querer, no mesmo toque de sentidos que o arrepio denuncia.


Quando faltam as palavras, os sentimentos transpiram em chuva, falam mais alto que o barulho do caminhar leve do silêncio, que rodopia em nós.

Solta-se a alma ao sentir, ao esvoaçar da força que o coração pulsa ao corpo, que anseia, que pede, que deseja, que extasia.


Quando faltam as palavras, falamos a sós, o teu "eu" com o meu "eu".

Falam as borboletas na barriga, o olhar desviado, a mão que treme, a boca que seca...falam os sinais que tentamos esconder atrás do olhar inquietante e enternecido, perdido nas divagações de um Amor que se quer assim, escondido na iris de uma Paixão...

Quando faltam as palavras, escrevo-te... em mim...

José


 
 



                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
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