sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Partiste...







                   

 

                                                                                                                 
 
 
 

Partiste...
 

 
De rosto ao vento, vislumbro o mar revolto nas rochas morrendo, penso em ti, és o mistério de um paraíso remoto, de memórias pintadas com a limpidez de céus azuis, que se reflectem neste chão virgem, abandonado aos meus pés, cansados de tanto te procurar.



Esqueci-me do que sou, e já não sei o que procuro, deambulo por aqui, perdido numa ilusão apenas minha, respiro a energia do Sol, que alimenta o derradeiro caminho que as minhas mãos demandam, quando se entranham na areia fina, em busca de ti.

 


Nesta doce saudade com cheiro a maresia, os pensamentos são feitos de sal, temperam a melodia das ondas, que se desfazem nesta praia de tantas lembranças.
 




 
Aqui, não consigo deixar de te sentir, mesmo quando sei, que nada mais poderás ser, senão as pegadas de uma solitária gaivota, que a maré-alta já apagou há muito...
 
 



 
Abraços e Beijinhos do sempre vosso,


 
José 



 
 



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