terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Paradigma



Disseram-me que preciso mudar o meu  paradigma.
Na verdade nunca tive um fixo.
Até tempos atrás ficava administrando a minha tristeza.
Se tristeza é um paradigma, este era o meu.
Agora estou a desenvolver um outro.
Passo a passo, dia após dia.
Vou purificando o meu lado escuro.
E reforçando o meu lado claro.
Neste meu paradigma que desenvolvo, as estradas são coloridas.
Existem mãos no meu queixo, levantando-o.
Busco nos olhos os brilhos necessários para enxergar.
E nas palavras, as verdades a serem ouvidas.
O mundo rejeita os cansados e fracassados.
Tenho um lugar neste mundo e vou ocupá-lo com dignidade.
Por mais que eu chore e sofra, este lugar é meu.
O meu novo paradigma tem a cor azul da força e da garra.
E precisa ser forte porque sou forte.
Não quero ser reconhecido por ninguém.
Quero apenas ser feliz...


Abraços e beijinhos do sempre vosso,
José

Enviar um comentário