terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Há Palavras...

 

Não são precisas palavras, não são precisos quaisquer sons, para reconhecer a tristeza na alma de quem, pesadamente, a arrasta consigo, hora após hora, dia após dia. O olhar confessa tudo… o olhar vale pelos milhares de palavras que o mundo contém e, por isso, o silêncio, o teu profundo silêncio, basta para que possamos dialogar os três num mundo que não é este: eu, tu e as nossas almas.
Olho no fundo de ti e vejo-nos aos dois, duas figuras pouco nítidas, como se fossemos um esboço apenas, nada mais que um leve contorno passado com o lápis. Dás-me a mão e levas-me à beira-mar, em silêncio, sempre em silêncio. Se fechar os olhos, parece que ainda ouço o murmurejar das gaivotas atrás de nós, que sinto os pés molhados com as ondas que vêm beijar o longo areal, que saboreio o sabor a sal nos meus lábios, que procuro conforto na tua mão…
Olho no fundo do horizonte e vejo o fundo de ti, o fundo dos teus olhos a lançar a tristeza ao mar e o rasto das palavras que trocámos em silêncio.
Há palavras que são mágicas,
Do nada constroem um tudo,
De um grão de areia
Fazem um mundo.
Erguem sonhos,
Plantam sorrisos,
Descobrem sentidos,
Há palavras que são mesmo assim...
Puras, belas, mágicas.
...Cartas de Amor quem as não tem!
Pedaços de dor sentida de alguém...
 
Abraços e Beijinhos para Todos.
Vosso,
José


                                                                                                                                                                                                                                                               


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