sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Coração que não fala... sufoca no silêncio...

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Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas coisas que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.

A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na falta dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra a covardia e falta de coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e tristes e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer

Prós erros há perdão; prós fracassos, sorte; prós amores impossíveis, tempo.
De nada adianta rodear um coração vazio ou poupar a alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixes que a saudade te oprima, que a rotina se instale, que o medo impeça de tentares nova vida.
Desconfia do destino e acredita em ti, eu não fiquei a olhar as estrelas, eu dei um passo em frente e quiz e quero viver...
Gasta mais horas a realizar que a sonhar, faz o que pensas, porque vivendo esperando, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive... já morreu.

Abraços e beijinhos do sempre vosso,
José





 
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