domingo, 6 de janeiro de 2013

Profecias Apocalípticas (2012) - por Wagner Borges






Escrevi este texto logo após ter sido, mais uma vez, abordado por alguém portando mensagens que falavam de possíveis catástrofes e eventos apocalípticos preconizados por seres extraterrestres para o futuro da humanidade. Ao longo dos anos, isso me aconteceu muitas vezes: alguém cobrando os motivos de eu não abordar temas como astro-chupão, apocalipse, ou a separação dos escolhidos por parte de algum poder superior. O motivo é simples: estou procurando viver o aqui e agora, para aprender o que tenho que aprender. Não sou juiz da nova era para saber quem tem nível espiritual ou não. Mal dou conta de trabalhar a mim mesmo, tentando crescer.



Não tenho a mínima idéia do que irá acontecer amanhã. Só sei que não é possível eu morrer (ou ninguém), pois tenho certeza de que sou consciência imperecível. Se amanhã rolar algo catastrófico, de qualquer maneira, vou me sair muito bem disso: vivo, com ou sem corpo. Se eu ficar encarnado, continuarei tentando crescer; se eu “descascar”* e passar para o “lado de lá”, também continuarei tentando crescer... Aliás, como eterno aprendiz da vida, que outra coisa eu poderia fazer, a não ser procurar crescer?



Tenho observado ao longo dos anos de prática espiritual e contato com público grande, que a maioria do pessoal que fala muito de catástrofes nunca acha que acontecerá algo com eles, os escolhidos e virtuosos, só com os outros, “os infiéis” (segundo suas ridículas escalas de ego de quem são os escolhidos da nova era).



Também tenho observado, nesse pessoal, um grande medo da morte, naturalmente bem disfarçado dentro de seus parâmetros egoístas. Se eles sabem que não morrem e que a consciência é imperecível, por que é que falam tanto de possíveis catástrofes e do risco de morte? O motivo é simples: eles não têm certeza de nada, estão apenas cheios de crenças nisso ou naquilo, sempre prescindindo do mais elementar bom senso para avaliar as coisas.

Se o mundo for acabar amanhã, ainda tenho o dia de hoje para tentar crescer!



Morrer, seja de ataque cardíaco, acidente, ou de apocalipse, nem pensar!



Não dá para morrer, de jeito nenhum; só dá para “descascar” (desencarnar) mais uma vez e seguir além, para a vida em outros planos, como já fizemos tantas outras vezes no passado.



Parte desse pessoal apocalíptico não irá morrer amanhã; eles morrerão antes, de medo!

Repito: não tenho a mínima idéia do que rolará amanhã. Tudo é possível, desde um dia normal, até mesmo um maremoto ou guerra (fatos comuns ao longo da história da humanidade). Os extraterrestres irão descer ou não? Sei lá! Só sei que eles e nós, e tudo mais que exista no universo somos partícula de luz do mesmo TODO que está em tudo!



Não pretendo ser salvo de nada, só de minha própria ignorância. E isso é comigo mesmo; nada tem a ver com seres de outros lugares do universo. É questão íntima e faz parte do meu aprendizado. Com a presença de seres de fora ou daqui mesmo, preciso crescer e aprender muito... Dentro ou fora do corpo, aqui ou além...



Que o homem está destruindo o meio-ambiente e detonando a natureza, isso é fato! Que surgirão conseqüências disso, é óbvio! Que, se não dermos logo um jeito de consertar isso, a atmosfera, o clima, a água e o verde ficarão irreversivelmente contaminados por nossa insanidade coletiva.



Tudo isso já é preocupante, nesse nível onde estamos vivendo, nessa casa planetária, que é um ser vivo igualzinho a nós mesmos. Precisamos despertar a consciência, para olharmos com “outros olhos” e renovarmos nossas escolhas, nossos atos e nossa responsabilidade com o planeta que nos abriga no momento.



No entanto, isso não tem nada a ver com os devaneios de quem, no fundo, tem medo de morrer e fica profetizando o pior. Tal postura é herança psíquica do obscurantismo dos fundamentalistas de épocas passadas, que falavam as mesmas coisas, só que de outros jeitos, mas sempre ameaçando, julgando e escolhendo os eleitos de algum lance apocalíptico. Será que são os mesmos, que ficam reencarnando e repetindo o padrão antigo de não ver o aqui e agora e, como fuga da realidade, projetam o olhar numa visão futura mais amena do que o vazio consciencial de suas vidas no presente?



E, alguns, que supostamente viram o apocalipse futuro, não estariam, na verdade, apenas vendo catástrofes anteriores, passadas por eles mesmos, em outras vidas? Ou seja, o que era retrocognição**, foi interpretado como pré-cognição?



Bom, independentemente de qualquer coisa, ninguém morre mesmo!

Ainda bem que não sou dono da verdade de ninguém. Não sendo mestre, nem de mim mesmo, como poderia orientar os outros sobre temas desse porte?



Então, deixo isso a cargo de quem se julga escolhido da nova era, sábio, guru, mestre, emissário da nave tal, ou enviado virtuoso de algum poder superior...

Esse é o motivo pelo qual não gosto de falar dessa temática em particular.



Estou de “olhar” novo no aqui e agora, louco para aprender o que tenho que aprender. Quem sabe do meu amanhã é O Grande Arquiteto Do Universo, senhor de todos os tempos. Só sei que, dentro ou fora do corpo, serei sempre eu mesmo, um espírito imortal, uma consciência imperecível.



A grande catástrofe não virá de fora. Ela já está dentro, como semente cinzenta, nos corações dos que não vêem o brilho real além das aparências. Ela é esse medo infeliz da morte, mesmo com a pessoa sabendo que não morre! Ela é esse olhar radical dos escolhidos new age, separando o joio do trigo místico que inventaram. Ela é a “viajada na maionese psíquica” de se achar acima da humanidade normal. Ela é a fuga da realidade e a covardia de não tentar ser feliz, aqui e agora! Ela é a inércia milenar de sempre esperar a salvação vinda de fora de si mesma, seja por parte de um mestre ou de um extraterrestre qualquer. Ela é a “masturbação psíquica” de não saber transar com a vida presente. Ela é o que faz as pessoas olharem somente para fora.



A grande catástrofe é não conhecer a si mesmo!



O grande maremoto é o das emoções pesadas, que acalentamos em nossos corações e que destroçam as praias de nosso equilíbrio vital.

O grande asteróide-chupão é aquele medo danadinho, que “CHUPA” todo bom senso de dentro do céu de nós mesmos.

O grande terremoto está em nossas mentes; são os pensamentos negativos que fazem as placas tectônicas da nossa auto-estima se chocarem, causando a destruição de nosso discernimento.



Sem amor e discernimento na consciência, tudo parecerá catástrofe, dentro ou fora do corpo, na Terra e além...

Talvez por isso, do centro de sua sabedoria serena, Buda tenha ensinado o seguinte: “Abaixo da iluminação, só há dor!”



Sim, ele estava certo. Sem a iluminação interior, o resto é o olhar cheio de trevas para a vida, seja o passado, o agora, ou o amanhã.



Oxalá, todos nós despertemos coletivamente nessa luz do entendimento e da paz; para consertarmos as coisas e devolvermos o equilíbrio à nossa Mãe Terra, que merece todo nosso respeito, admiração e agradecimento.

Que me perdoem os apocalípticos de plantão, mas sou mais pela sabedoria da vida.

Sou um espírito e sei disso! E não há nada que possa mudar isso.

Que o futuro venha, como deve ser!



Que as culpas do passado sejam esquecidas e perdoadas; que fique só o aprendizado, para não haver repetição.

E que o presente seja o que ele é: um presente.

Na carne ou fora dela, na Terra ou além, sejamos felizes, aqui e agora, como deve ser!

Paz e Luz.



- Wagner Borges - Sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista consciente, não escolhido, não resgatável, mestre de coisa alguma, aprendiz da vida e neófito do TODO, ao qual sempre agradece, por tudo.

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