quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Deus e as provas


Deus e as provas

Muitos de nós se pergunta:

"Que mal fiz a Deus para merecer tanto castigo?"
"Será que terei vindo ao mundo só para sofrer?"

Normalmente são perguntas feitas com a voz do desespero, da depressão, da revolta, deixando clara a ausência da indispensável compreensão do Funcionamento das Leis Divinas sobre a Terra.
Criámos um Deus à nossa imagem e semelhança, fazendo-O tirano vingativo, cruel.
Esquecemo-nos do Deus Pai, carinhoso, atencioso, apresentado por Jesus.
Não nos recordamos do Deus "Inteligência Suprema", do Deus "soberanamente justo e bom".
Acredito que ninguém sofre na Terra em função de castigo divino.
O que se convencionou chamar de "castigo divino" é, de facto, uma manifestação do amor de Deus para com Seus filhos.
É este amor que Ele nos dá, o amor que nos concede novas oportunidades para reaprender, para reflectir.
Por outro lado, nenhuma alma se encontra no Planeta à revelia das deliberações celestes.
Todos os que se encontram hoje na Terra, estão por motivos ponderáveis, e ainda quando tais razões não consigam enxergar, estas não deixam de existir.
Importante, será desenvolver a consciência de que todo o sofrimento durante a vida corporal tem um motivo perante as Leis de nosso Pai.
Cumpre-nos o esforço para o amadurecimento do intelecto e do senso moral, de maneira a que passemos a reflectir melhor sobre a acção de Deus no nosso campo de provações.
As provações não são manifestações de um Deus cruel, provocativo, conforme imaturamente se pensa.
Provas são experiências requeridas ou aceites por nós que tem por objectivo proporcionar o crescimento espiritual.
E as expiações, nada mais são do que acertos que fazemos com as Leis que infringimos.
Se retiro algo do lugar - gero uma consequência de recolocar na sua localidade original.
Se estrago, firo, rompo alguma coisa, gero consequentemente uma obrigação, que é apenas minha, de consertar, curar e restaurar.
São mecanismos das Leis Divinas que buscam nos impedir de recair no equívoco, de trilhar caminhos que nos afastam dos nossos maiores objectivos.
Nas Leis de Deus vamos encontrar sempre mecanismos de "Educação", e nunca de ódio, vingança e punição por si só.
Nos espantaremos com certeza ao descobrir que as alfinetadas da vida como dores, incómodos e tragédias, na sua grande maioria, são causados por nós mesmos, aqui nesta encarnação.
Em regra, as aflições com causa actual são em maior vulto.
Isto mostra-nos que podemos reduzir grande parte de nosso sofrimento, se tomarmos atitudes enérgicas em relação à nossa postura perante o Mundo.
Deus dá-nos os meios de conseguirmos pois, além de não desejar o nosso mal, quer a nossa felicidade, a nossa maturidade espiritual.
"O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, classifica como causas das nossas aflições em duas categorias maiores.
Explicam, ele e os Espíritos, que temos vicissitudes como as causas actuais com, e isto é, consequências naturais do carácter e do proceder dos que as suportam.
E também as de causas anteriores que são as dores que não encontram causa nesta existência.
Elucidam eles, que se as causas não estão na Encarnação actual, estão no passado da alma, em outras vidas.
Creio que devemos todos reflectir e procurar o verdadeiro caminho que aqui, na Terra, nos está reservado.

Abraços e beijinhos,
José
Música de Fundo: Deus enviou-me um Anjo - Ernesto Cortazar






















Enviar um comentário