   
Há um retrato de sensualidade na tua voz Como um sussurro que nos perturba a alma Uma espécie de canto de pássaro que me eleva... Eu canto as palavras de uma forma singela Poética, feito ave de rapina Selvagem que voa sobre destino incerto. Cheira a liberdade A corrupio dos corpos que se entrelaçam desmesuradamente... E ninguém dá por nada Silêncio paira num espaço obliquo que vivemos Ninguém nos ouve nesta cidade plana Com noites inquietas Sobrevoando sobre tremores da madrugada. Paz que nos flui no sangue Sobre perguntas sem respostas Nas incertezas e nas dúvidas Todas elas estão no fundo dos meus olhos No encaixe dos meus segredos. Ruelas perdidas sem nome Veios de essências e incensos Velas acesas que me perduram na alma... Porque me deixas cheio de dúvidas? Sem pontuação Sem mestria E na humildade das letras Componho a melodia que me sai da alma Em efeitos de canto De pássaro que vai e não chega Que se transforma e se funde numa ave com o meu nome.
Quando olho sei que és o fotografo, descubro a permanência da luz, das nuances de luz, para sempre.
quando olho o teu modo de fotografar incidindo a lâmina da imagem em mim, a alma da circunstância, a imagem, sei que estou para sempre cativo e um vento frio percorre-me o corpo.
Abraços e Beijinhos.
Sempre vosso,
José

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